segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O réu será você...

Vai apontando o dedo para o outro e esquecendo que mais cedo ou mais tarde você será o "centro" das atenções...
Deixe se tomar pela ira, pela inveja, pelos impulsos e diga aos quatro cantos do mundo o que acha que é quando verdadeiramente  pode não ser...
Vivemos dias em que a inveja predomina, a raiva ferve nas veias e a prudência foi para os ares...
Somos meros mortais e esquecemos que hoje desprezamos... amanhã seremos esquecidos...
Hoje caluniamos... amanhã queremos saber por que estamos sendo apedrejados...
O tempo é precioso demais e o desperdiçamos catando "pedras" para arremessar em que não pensa como nós, age como nós... ou são aquilo que queria sermos, mas não aceitamos e insistentemente queremos ver o "fim"...
Julgamos as vestes, o modo de falar, o jeito de crer, de sorrir, de andar, de viver do outro como se fossemos a perfeição em carne e osso, impecáveis, blindados contra erros... desprovidos de tropeços...
Nossos dedos viraram armas e como senão bastasse apontar um dedo, somos capazes de apontar todos os eles com uma munição repleta de falta de compaixão, perdão e afins...
Precisamos nos reequilibrar, nos reinventar, nos reacender... perdemos nosso melhor lado, nossas melhores palavras, nossos melhores gestos, nossa capacidade de perdoar, de passar por cima das asperezas que a nós são proferidas...
Vivemos tempos de imediatismos... e quando o ponteiro parar de girar definitivamente para cada um de nós... não teremos mais tempo para somar, pois fomos irredutíveis a ponto de nos auto destruir !

Resultado de imagem para não julgue

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